Os gatos sem pêlo surgiram espontaneamente em alguns países, nomeadamente nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e França. A primeira informação que existe desta mutação genética natural surge em 1902 pelo Sr. Shinick de Albuquerque, novo México que adquiriu dois gatos sem pêlo de índios locais que determinaram a raça como “raça calva do méxico”. Nellie e Dick eram irmãos e nunca conseguiram reprodução com sucesso.
A segunda informação existente remonta aos anos 30, na Carolina do Norte (EUA) onde nasceu um gato completamente calvo filho de uma gata com pêlo normal. Passadas 2 décadas, em 1950 nasceu outra ninhada, em Paris (França) dos quais 3 gatos eram sem pêlo, filhos de gata com pêlo, siamês. Estes últimos cruzaram-se entre eles e originou uma ninhada de outros 3 gatos calvos. Criadores perceberam que essa característica poderia ser preservada através de um programa de reprodução cuidadoso e responsável. A ausência de pelo deve-se a um gene recessivo natural, não sendo fruto de manipulação artificial. A raça foi gradualmente reconhecida por federações internacionais felinas, incluindo: – CFA (Cat Fanciers’ Association); – TICA (The International Cat Association); – FIFe (Fédération Internationale Féline).
Hoje, o Sphynx é uma das raças mais reconhecidas e admiradas mundialmente. Muito além da sua aparência singular, o Sphynx destacou-se pelo seu temperamento: – Extremamente afetuoso; – Sociável e dependente do contacto humano; – Inteligente e curioso; – Energético e brincalhão. É frequentemente descrito como “parte gato, parte cão” pelo seu apego às pessoas. Apesar de parecer totalmente sem pêlo, o Sphynx possui uma camada muito fina de penugem quase impercetível ao toque, semelhante a pele de pêssego.